“Deve renunciar à prática da psicanálise todo analista que não conseguir alcançar
em seu horizonte a subjetividade de sua época”
- Jacques Lacan
Psicanalista alinhada a um pensamento contemporâneo, atuo a partir de uma ética clínica comprometida com a singularidade do sujeito e atenta às questões de diversidade sexual e de gênero. Reconheço que, historicamente, parte da prática psicanalítica ainda reproduz leituras normativas, preconceitos e formas de despreparo diante dessas experiências, o que pode intensificar o sofrimento psíquico daqueles que buscam ser escutados.
Minha prática se orienta por uma postura afirmativa, que não impõe identidades nem conduz o sujeito a modelos ideais. Trata-se de um campo de saber crítico que interroga a tradição patologizante da transgeneridade, das orientações não heterossexuais e também das vivências fetichistas.
Parte-se do princípio ético de que o sofrimento psíquico da população LGBTQIAPN+ não decorre da experiência ou do desejo em si, mas das formas de rejeição, violência simbólica e moralização que recai sobre ela. Assim, a clínica se sustenta na escuta do desejo e no respeito à singularidade, preservando o espaço analítico como lugar de elaboração.
“Nenhum psicanalista avança além do quanto permitem seus próprios complexos e resistências internas” - Freud.
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Assistir ao canal → Minha prática se ancora na psicanálise freudiana, que parte da premissa de que não somos senhores de nós mesmos. Somos atravessados por desejos, conflitos, impulsos e fantasias que operam fora do campo da consciência, e que, ainda assim, organizam nossas escolhas, nossos sintomas, nossos vínculos e até aquilo que acreditamos ser “quem somos”.
O inconsciente fala, nos lapsos, nos atos falhos, nos chistes, nos silêncios, no corpo e nos detalhes aparentemente banais. Nada é aleatório demais para não merecer escuta. Nada do que é humano é indigno de compreensão. O analista não se choca, não moraliza. Sustenta uma escuta aberta, capaz de acolher tanto o que o sujeito considera nobre quanto aquilo que ele vivencia como vergonhoso e inaceitável.
Muitas vezes, o sofrimento nasce justamente da tentativa de expulsar partes de si em nome de um ideal impossível de normalidade ou perfeição. É nesse ponto que a prática freudiana se joga a três tabelas: ouvir os significantes tomados no social, dar a compreender como esses significantes se articulam com o sujeito do inconsciente e os efeitos que eles têm no corpo.
A análise não se trata de eliminar o conflito, mas de retirá-lo das trevas do inconsciente e trazê-lo à palavra, onde ele pode ser simbolizado, elaborado e transformado. Ela também não promete felicidade constante, nem adaptação dócil à realidade; promete - se é há de prometer alguma coisa -, mais consciência, mais responsabilidade e mais liberdade psíquica.
Em última instância, a psicanálise com a qual trabalho aposta na possibilidade de transformação. Não na eliminação do mal-estar (porque viver implica perda, falta e conflito), mas na capacidade de transformar a dor em algo simbolizável, criativo e menos destrutivo. A vida talvez nunca deixe de sangrar...
Mas pode sangrar com sentido.
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@psi.juna
“A psicanálise está diante de uma escolha histórica sem precedente: ou continua a trabalhar com a antiga epistemologia da diferença sexual e a legitimar o regime patriarco-colonial que a sustenta, tornando-se assim responsável pelas violências que produz, ou então se abre a um processo de crítica política de seus discursos e práticas”. Paul Preciado
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